Foi encontrada uma obra eletrônica na 29a Bienal de São Paulo - a única do gênero ali? - elaborada por Luiz Zerbini, artista transmídia. Uoh!...
E a pergunta que não quero calar é: Por que separar a arte bi e tridimensional e a arte digital como vídeo e foto, da arte essenciamente eletrônica? Essa última usualmente chamada de arte tecnológica, mas sendo a roda uma invenção também tecnológica, melhor separar por um momento o que é pau e o que é pedra Qual é a bronca, então não existem representantes dessa que é a mais recente forma de arte à altura da presente Bienal do Cheio?
Inferninho - Luiz Zerbini
Eventos que abordam e discutem linguagens essencialmente eletrônicas estão pululando pela cidade de São Paulo como FILE, Emoção Art.ficial, e Mostra 3M, por exemplo, apresentando obras que não são só lúdicas.
Interessante é olhar para essa produção francamente, aproximar-se dessa linguagem até que se torne possível um entendimento mais aprofundado, e não apenas um julgamento baseado no gostei-não-gostei comum e geralmente alheio às articulações tecnointelectivas das obras. Sim, sim, volto com o termo tecno/tecnológico, não há como substituí-lo sem mais controvérsia, basta imaginar o monstro que se cria ao optar, neste caso, por eletrointelectivo... não dá.
Um oficineiro do FILE disse reproduzo agora de maneira internalizada: existe um desconhecimento latente sobre as articulações dos trabalhos que envolvem tecnologia, ou seja, sobre o que está em jogo, sobre o diálogo do artista com sua obra, então a interlocução entre arte e público fica empobrecida. A saída? Educar. Educar. Educar.
Agora é hora de falar de uma das obras que mais me tocou na 29a Bienal, da artista multimídia mineira Cinthia Marcelle, e que é de um "primitivismo tecnológico" adorável. Simples. Potente. Sobre este mundo mesmo, é o título dessa obra que dialoga justamente com a Educação. De um lado o ensinamento exaustivo, de outro o aprendizado ou o esquecimento. O que existe é o vestígio desse processo, o acúmulo de giz, que não implica em eficácia, mas sugere investigação. São camadas de escritura e apagamento.
Um oficineiro do FILE disse reproduzo agora de maneira internalizada: existe um desconhecimento latente sobre as articulações dos trabalhos que envolvem tecnologia, ou seja, sobre o que está em jogo, sobre o diálogo do artista com sua obra, então a interlocução entre arte e público fica empobrecida. A saída? Educar. Educar. Educar.
Agora é hora de falar de uma das obras que mais me tocou na 29a Bienal, da artista multimídia mineira Cinthia Marcelle, e que é de um "primitivismo tecnológico" adorável. Simples. Potente. Sobre este mundo mesmo, é o título dessa obra que dialoga justamente com a Educação. De um lado o ensinamento exaustivo, de outro o aprendizado ou o esquecimento. O que existe é o vestígio desse processo, o acúmulo de giz, que não implica em eficácia, mas sugere investigação. São camadas de escritura e apagamento.
E se não é sobre isso que devemos discutir nesse Brasil e sua Educação tão rasa, tão inócua e diletante.
Sobre esse mundo mesmo - Cinthia Marcele
No mais, a 29a Bienal tem mais, depois a gente fala.



