25.9.10

Bienal, preto e branco

Foi encontrada uma obra eletrônica na 29a Bienal de São Paulo - a única do gênero ali? - elaborada por Luiz Zerbini, artista transmídia. Uoh!...

E a pergunta que não quero calar é: Por que separar a arte bi e tridimensional e a arte digital como vídeo e foto, da arte essenciamente eletrônica?  Essa última usualmente chamada de arte tecnológica, mas sendo a roda uma invenção também tecnológica, melhor separar por um momento o que é pau e o que é pedra  Qual é a bronca, então não existem representantes dessa que é a mais recente forma de arte à altura da presente Bienal do Cheio?

Inferninho - Luiz Zerbini 
Eventos que abordam e discutem linguagens essencialmente eletrônicas estão pululando pela cidade de São Paulo como FILE, Emoção Art.ficial, e Mostra 3M, por exemplo, apresentando obras que não são só lúdicas.

Interessante é olhar para essa produção francamente, aproximar-se dessa linguagem até que se torne possível um entendimento mais aprofundado, e não apenas um julgamento baseado no gostei-não-gostei comum e geralmente alheio às articulações tecnointelectivas das obras. Sim, sim, volto com o termo tecno/tecnológico, não há como substituí-lo sem mais controvérsia, basta imaginar o monstro que se cria ao optar, neste caso, por eletrointelectivo... não dá.

Um oficineiro do FILE disse  reproduzo agora de maneira internalizada: existe um desconhecimento latente sobre as articulações dos trabalhos que envolvem tecnologia, ou seja, sobre o que está em jogo, sobre o diálogo do artista com sua obra, então a interlocução entre arte e público fica empobrecida. A saída? Educar. Educar. Educar.

Agora é hora de falar de uma das obras que mais me tocou na 29a Bienal, da artista multimídia mineira Cinthia Marcelle, e que é de um "primitivismo tecnológico" adorável. Simples. Potente. Sobre este mundo mesmo, é o título dessa obra que dialoga justamente com a Educação. De um lado o ensinamento exaustivo, de outro o aprendizado ou o esquecimento. O que existe é o vestígio desse processo, o acúmulo de giz, que não implica em eficácia, mas sugere investigação. São camadas de escritura e apagamento.

E se não é sobre isso que devemos discutir nesse Brasil e sua Educação tão rasa, tão inócua e diletante.

 Sobre esse mundo mesmo - Cinthia Marcele

No mais, a 29a Bienal tem mais, depois a gente fala.
 

20.9.10

Bienal, bem e mal

Foi inaugurada a 29a Bienal de São Paulo, que, poderia ter acontecido nos anos 90...

A Bienal do Vazio (texto neste mesmo blog). é passado, mas não parece ter funcionado como "divisora de águas", como preconizavam alguns. O que se vê nesta Bienal é a tradicional montagem de grandes caixotes a abrigar incontáveis vídeos;  muita foto, um "bricabraquismo" latente, graças à eterna crítica sobre a sociedade de consumo; grandes painéis, grandes estruturas e grande número de artistas participantes... o mercado brasileiro está aquecido, ora pois!

Sim, esta parece ser a Bienal do recurso público aplicado, estamos fazendo bonito depois do vexame excelente do Vazio.

Algumas obras já estão dando o que falar como os desenhos do artista pernambucano Gil Vicente, que se desenhou subjugando grandes líderes num delírio de fazer justiça com as próprias mãos - delírio fantástico, portanto, não pertencente ao âmbito do real, mas que impressiona como qualquer idéia potente. Será que esses trabalhos resistirão à censura dos grandes poderes permanecendo expostos até o final?

    

Abaixo, publico umas fotos de um dos "trabalhos de pixo" inclusos nessa mostra... que pode se tornar cabível, limpo e determinado. Isso sim é chocante. Talvez seja o que há de mais chocante nessa bienal... E há quem ainda fique espantado com o desenhar de um violência (no caso de Gil Vicente), sem se ater à violência que existe no esvaziamento, na institucionalização das expressões marginais. O pixo está lá "apropriado" como índio de terno em palanque. E é de uma tristeza surpreendentemente constrangedora.

Em breve publico mais texto sobre a Bienal e fotinhos tiradas num passeio pela montagem da mostra. Aliás, as fotos foram feitas com celular, por isso a pouca qualidade. No caso dos desenhos de Gil Vicente, há até reflexos  "impressos" de luzes brancas que não pertencem aos quadros...

No mais, do que o artista está falando? Sempre faço essa pergunta ao me deparar com uma obra... 
Inté!

9.9.10

Reciclagem e Responsabilidade


Ouvi na rádio CBN outro dia, uma reportagem sobre reciclagem na cidade de SP.

O que nunca ouço é alguém falar sobre a responsabilidade das empresas que utilizam tanta matéria prima para embalar seus produtos, e que vai parar no lixo, sem se preocupar com a reciclagem e mesmo sem usar material reciclado. Basta olhar as prateleiras de qualquer supermercado para perceber. EÉ tudo embalagem nova, nenhuma embalagem é reciclada.

Ou seja, sem a participação da iniciativa privada não é possível reciclar todo o lixo que uma cidade como SP gera.

Não é só com boa vontade que uma sociedade se desenvolve, infelizmente. A sociedade tem de ser articulada através de ações regulatórias conjuntas, pactos justos e regras claras.

As empresas, principalmente as grandes, devem comecar a oferecer produtos em embalagens recicladas, assim passam a 'se preocupar' com esse mecanismo (de coleta seletiva, recondicionamento e reutilização) fundamental para uma cidade melhor.

No mais, é isso:

 ou isso:

 


Media crossing

Blogosphere network

My approach to blogging must definitely come first, if i wish to keep it running, otherwise it's easily overlapped by other social medias, email and its immediate sharing possibilities.
Right, blog is (also) for writing, for posting personal works, findings, but the character of blogging is a bit different, it's a tool for publishing longer texts - much, much longer than 140 ch. or a box with a few lines - which privileges what one thinks over thought-slogans. So blogs are becoming the 'news'. They're personalized, etc.

One huge problem is the information checking, cause nobody is really digging on the truth before sharing an article - ops, me included?!

So, it raises one major question:
Can society and its communities regulate themselves as grownups should be more than able to do, in a "real" example of human bottoming-up?

How influential networks can be to cities...

I see many people against the internet, electronic development and virtual interaction.

What i wonder is why we spend so much time AGAINST what we dislike, instead of spending time NURSING what we like?
  1. The internet is here to stay. Does anybody doubt that? 
  2. Technology is always advancing. Does anybody doubt that? 
  3. Networks establish more connections than real life. Does anybody doubt that? 
  4. These are tools. Does anybody doubt that? 
  5. It's no longer possible to stop globalization (was it ever?). Does anybody doubt that? 
  6. We understand better what "global" means, because (networkwise) we went global. Does anybody doubt that?

See, i'm not judging here. I'm not saying this is good or bad.'m observing.
Regarding to the reason why i write all that: As i live here and now, i look for the best of it, i use these tools IN FAVOUR of what i believe. Fighting against the course of events is dying on the beach.

CHOICES:
  1. One can get off the internet, why not? That's a fair possibility. Social freedom...
  2. One can help such course to flow better. That's a relevant possibility. Social engagement...
Surely, i talk to people that goes for the second choice. I AM on the internet here, right!?

The virtual world requires social regulation - i said SOCIAL -, adaptation, improvement and most of all understanding. That's our role and that's wonderful, because the internet happens "with us", on us, because of what we do in it and with it.

New possibilities are blossoming. New forms of organization are emerging. So, catch the flight and enjoy the trip, if you can!...

Mil perdões: 785... Click here.

Origami City by Wataru Ito